Design, Usabilidade

Um olhar multidisciplinar sobre Usabilidade

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Algumas pessoas que vêm aqui já sabem que eu entrei neste mundo da Web pela porta do Design. Assim, depois de ter enveredado pelo Design Gráfico e pelo Design para Web, o Design de Experiências de Uso, ainda hoje, é um dos temas que mais me atrái a atenção. Tendo cursado Publicidade, não é de se estranhar que minha relação com o tema seja pela ótica das Ciências Humanas.

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Já que o planejamento de soluções interativas deve ter a intenção de atrair, engajar e sensibilizar pessoas, não se pode ignorar de forma alguma o modo como estas vão interagir com estes produtos, usá-los e interpretá-los. Muito menos se pode dissociar o planejamento de aspectos tão multidisciplinares como os estudos sobre cognição, dinâmica de aprendizado e semiótica, por exemplo. A própria disciplina de IHC, dos cursos de TI, entende esta importância.

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Se você, mesmo inconscientemente, busca voltar à página inicial de um site clicando na logo no canto superior esquerdo ou busca informações de endereço de uma empresa, por hábito, no rodapé de um site, saiba que isso se deve ao fato de que, ao usar as interfaces digitais, você desenvolveu um aprendizado. Por exemplo, já reparou que, no mundo real, se você encontra uma porta cuja maçaneta gire no sentido anti-horário, ela sempre é mais difícil de abrir? Sempre há um estranhamento inicial, até que você reorganize o pensamento e gire para o outro lado.

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Um livro que recomendo sempre a quem deseja ter uma visão geral bacana sobre o tema é o As Leis da Simplicidade, de John Maeda. Até porque, ao contrário de alguns “manuais” quase metidos a regulamentos sobre Usabilidade, este livro traz algumas orientações bacanas para quem deseja que suas interfaces sejam as mais “usáveis” possível, se baseando, principalmente, nas interfaces como conseqüências de nossas expectativas de uso.

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Em vez de jargões ou “do’s or don’ts”, apresenta concisamente a importância da simplicidade nos projetos, através de 10 leis. É aquela coisa do excesso de informação mais confundir do que facilitar o uso. Como o autor resume na lei que considera a “única”: “Subtrair o Óbvio e acrescentar o Significativo”. Algo que a Apple e a Nokia, na minha opinião, fazem com maestria no segmento da telefonia celular. Por fim, vale a leitura e a referência.

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Se você se interessar mais por este assunto e tiver curiosidade, compartilho abaixo um artigo científico que escrevi tempos atrás justamente sobre uma análise da experiência de uso no Flickr, com foco no aprendizado de uso nas interfaces digitais a partir de relações de interpretação de signos visuais à luz da Semiótica, bem como nas mudanças de indexação a partir da web 2.0, com taxonomias cada vez mais subjetivas.

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Em uma web repleta de material sobre Usabilidade com foco na tecnologia, espero dar um pouco de contribuição a este tema sob outra ótica. Não se deixe amedrontar pelo fato de ser um artigo científico. Garanto que está bem coloquial. Boa leitura!

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Gabriel Ramalho (Gabs) é publicitário e designer com particular experiência em Comunicação Integrada e Mídias Digitais, Planejamento e Execução de ações de Comunicação Interna e Análise de Planos de Mídia Web.

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