Tempos atrás, num post aqui neste blog, falei sobre o modelo de negócios do Facebook, baseado em oferta de publicidade segmentada, facilidade de compra de anúncios e no comércio de bens virtuais que são adquiridos através da moeda virtual do serviço, o Facebook Credits. Por mais que se imagine que a compra de bens que só existem virtualmente é uma besteira, somente o comércio gerado nos social games (como o Farmville, por exemplo) gerou mais de U$ 500 milhões em lucros em 2009, segundo dados da consultoria J.P. Morgan.
![]()
O PayPal, serviço de pagamentos online bastante popular no mundo todo, é um velho conhecido de todos. Durante anos, o serviço tem reinado absoluto, possibilitando transações financeiras seguras na Internet e conversão de moedas em diversos câmbios. Quer comprar em uma loja virtual? Basta ter um cartão habilitado numa conta do PayPal e, no momento da compra, a despesa é convertida para sua moeda nativa. Dinheiro de verdade para comprar coisas de verdade.
![]()
Acontece que hoje, dia 18 de fevereiro de 2010, o Facebook anunciou uma parceria inédita com o PayPal, disponibilizando-o como uma opção de pagamento dentro do site. A principal facilidade divulgada é que, com o acordo, anunciantes de qualquer país podem comprar espaços publicitários no serviço, em suas próprias moedas, utilizando o PayPal. Hoje, 70% do público do Facebook é composto por gente de fora dos EUA. As possibilidades de segmentação da ferramenta permitem um direcionamento excepcional a baixo investimento.
![]()
No entanto, outro ponto não pode passar desapercebido: a parceria também permite a usuários comuns comprar Facebook Credits para gastar na rede social, adquirindo produtos virtuais. Na prática, neste caso, moeda de verdade vira moeda virtual que só circula ali dentro. Facebook Credits, como opção de pagamento, se consolida. A rede social se retroalimenta.
![]()
Com a parceria, o PayPal ganha a oportunidade de participar do bolo publicitário do Facebook, intermediando as negociações de compra de anúncios na rede social, no mundo todo. Bolo publicitário que pode ganhar ainda mais fermento com a entrada de inúmeros anunciantes internacionais que antes estavam à margem do serviço. Não é pouca coisa! O Facebook, claro, lucra com este aumento esperado de receita publicitária e, de quebra, aproveita para movimentar ainda mais um negócio milionário de comércio de bens virtuais, fazendo circular uma moeda virtual que compra produtos sem custo de fabricação. Aparentemente, sai ganhando.

Como é que a compra de bens que só existem virtualmente como o comércio gerado com o Farmville gera mais de U$ 500 milhões em lucros? Como dinheiro virtual vira real?
Parabens pelas informações do Blog.
abraços.
Olá André!
Na verdade, os bens são virtuais mas são comprados com os Facebook Credits que, por sua vez, são comprados com dinheiro de verdade.
O mais impressionante, e por isso citei o lance dos bens serem virtuais, é o fato de pessoas pagarem dinheiro de verdade para tê-los.
Na prática, é o dinheiro real que vira virtual, primeiro, para comprar os bens virtuais.
Obrigado pela visita e volte sempre!
Abraços!