Alguns dados recentes divulgados pela RJ Metrics parecem levar a uma conclusão de que o Twitter, depois de uma fase de ouro, poderia estar começando a perder fôlego (veja o reporte todo aqui). Resumidamente, estas são algumas conclusões da análise:
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- Os usuários têm, em média, 27 seguidores. Em agosto do ano passado, a média era de 42.
- Houve queda de 20% no ritmo de novas inscrições, desde julho passado. Hoje são cerca de 3 novas contas por segundo.
- 1/4 das contas no Twitter não possui seguidores. 40% nunca tuitou. No mês de dezembro passado, apenas 17% dos usuários enviou algum tweet pelo serviço.
- Cerca de 80% de todos os usuários tuitou menos de 10 vezes e apenas 20% dos tuiteiros ultrapassaram a barreira do primeiro mês de utilização.
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São dados que podem impressionar se estamos acostumados a analisar apenas quantitativamente, pelo viés único da audiência. Mas, ao analisar em conjunto com critérios próprios das redes sociais (influência, participação e engajamento, por exemplo), outras conclusões vêm à tona:
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- Os usuários que voltam ao serviço são leais e engajados, respondendo por uma quantidade de atualizações que cobre a deficiência dos que abandonaram. 10% dos usuários ativos respondem por 90% dos tweets.
- Os usuários ativos no twitter têm maior grau de influência do que usuários de outras redes sociais, dada a natureza de compartilhamentos de conteúdos, maior do que de relacionamento entre pares, inerente ao serviço.
- Usuários que se cadastraram recentemente são mais leais ao serviço, tendo frequência de atualizações maior que os usuários cadastrados em 2008.
- Possuindo 75 milhões de contas, uma base ativa de 20% ainda responde por impressionantes 15 milhões de usuários. Estes, muito ativos e influentes.
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Gostaria de encontrar outros dados que permitissem informações adicionais quanto ao “fôlego” do serviço, como a quantidade de tweets/mês; a quantidade de retweets; o alcance das mensagens e sua repercussão em outras redes… Vou caçar outros estudos pra ver o que posso acrescentar aqui, mas estes são dados que já nos permitem uma reflexão.
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E você, acha que o Twitter está se enfraquecendo? No Brasil, pelo menos?

Temos que ver se, ao invés de estar perdendo força, o twitter não está, apenas, deixando de ser moda. O “bum” que houve nos últimos meses levou muita gente sem nenhuma afinidades às redes sociais ao twitter. A grande maioria delas criou seu perfil, seguido meia dúzia de pessoas, tuitou 2 ou três vezes e esqueceu da ferramenta. Quem convive dia-a-dia por lá sabe da força que ainda representa a ferramenta. Agora, se perdeu realmente força, precisaremos de algums tempo a mais para saber.
As pessoas passaram a entrar em grande volume esperando fidelizar-se a ferramenta, assim como ocorreu a outras redes sociais, como o Orkut, no entanto, acredito que isto não ocorreu por dois motivos.
O primeiro seria o desinteresse ou dificuldade em manter-se constantemente conectado. Percebo que quem mais utiliza o Twitter são pessoas que usam conexão 3G ou que passam o dia diante de um computador. O Twitter parece fazer mais sentido quando há este contexto, afinal a pergunta é ‘O que está acontecendo agora?’.
O segundo, está relacionado ao fato do perfil dos usuários. Esta rede social exige um perfil próprio. Há uma pressão pra que a cada tuite haja a perspetiva de fazer-se interessante, o que inclue uma constante renovação de informações e de idéias e mais, tem de ser informações que sejam de comum interesse da maioria dos seguidores. Isto é difícil de fazer se você não compartilha seguidores da mesma área de atuação. Eu por exemplo adoro tuitar sobre sociólogos, antropólogos e filósofos e sei que tem gente que acha um saco. A conclusão é manter-se relevante no twitter exige um esforço que muitos não estão interessados em executar, o que me faz crer que ele manterá sua força dentro de um nicho que é exatamente este que vemos. Este é constituido por pessoas que já trabalham com a informação e com a comunicação, ou já são por si relevantes (@HuckLuciano).
O Twitter é para o grupo que Fléury chama de antenado. O topo da hierarquia intelectual. Infelizmente a minoria. Sua lógica o condena a somente se expandir dentro deste grupo. É o que eu acho.