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Alex Glikas é diretor comercial da Locaweb, um dos maiores provedores de hospedagem do Brasil. Em sua vida pessoal, fora da empresa, é também declaradamente corintiano. Durante partida de Corinthians e São Paulo, no último domingo, Glikas tuitou em seu perfil mensagens como as que vemos frequentemente bradadas por torcedores entusiasmados, tripudiando sobre o time adversário.
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Nada de errado na manifestação, natural em uma rede social. Claro, não fosse o fato de ter associado o nome da empresa ao comentário, no mesmo momento em que a Locaweb associara seu nome ao tricolor paulista, em “patrocínio de aluguel” por duas partidas, como estratégia de divulgação da marca.
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Manifestação pessoal é uma coisa. Manifestar opinião pessoal, reforçando com o nome da empresa, principalmente se saído da boca de um diretor, por outro lado, assume caráter imediato de mensagem institucional. Para os cerca de 2 mil torcedores do São Paulo e clientes da Locaweb que enviaram mensagens criticando a manifestação, mensagens como “Vamos Locaweb! Chupa bambizada!” e “Chupa bambizada! Isso é Locaweb!”, soam não como a provocação de uma pessoa, mas como a provocação de uma empresa. Ironicamente, a mesma empresa que patrocinava o time atacado.
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Em post anterior deste blog, citei pesquisa que demonstrava que, dentre as empresas americanas que bloqueavam acesso de colaboradores a redes sociais, 51% delas o faziam por medo de prejuízo à reputação e imagem institucional. Mais do que a preocupação com a confidencialidade das informações (40%) e a queda na produtividade (37%), dois argumentos muito comuns. Imagem é um ativo valioso e, ao mesmo tempo, muito frágil.
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A solução é bloquear os serviços? Em tempo de acesso móvel, o bloqueio é inócuo. O mais racional, portanto, é a normatização de uma política de uso e conduta para estes serviços. Por fim, a melhor recomendação, o bom senso, continua sempre válida.
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Em comunicado oficial, a Locaweb pediu desculpas à torcida do time são-paulino e afirmou que tomará medidas cabíveis em relação ao ocorrido, manifestando ainda respeitar os dois times e reiterando que a opinião do profissional não correspondia à da empresa. Uma política prévia de uso teria evitado a necessidade de consertar o barco em alto mar.
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(Meu muito obrigado ao amigo @domenicoribeiro que me enviou a notícia via DM)

[...] This post was mentioned on Twitter by Gabriel Ramalho and Gabriel Ramalho, Suiany Araújo. Suiany Araújo said: RT @gabsramalho Quando um tuíte de um funcionário pode trazer prejuízo à empresa: http://bit.ly/aGybxb [...]
Gabs, esse diretor é um perfeito idiota. E olha que eu sou um cara que não acredito na perfeição humana. Com todo o respeito às modernas políticas de DH e ao senso cristão da maioria das pessoas. Para esse aí não tem jeito. É carteira azul e fila do seguro desemprego nele.